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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Concepção pedagógica tradicional

Olá pessoal...


Conversando com algumas colegas de trabalho percebi o quanto algumas pessoas tem dúvidas relacionadas às metodologias de ensino. Acreditam que algo dá certo, porém não executam na prática, pois o sistema e a concepção da escola não aceitam a proposta estabelecida pelo professor, a falta de recurso e apoio da gestão também acaba acarretando um descontentamento ao tentar trabalhar da forma que acreditamos. Enfim, pensando nisso resolvi fazer um post para cada metodologia, explicando cada uma e assim iremos perceber qual melhor se encaixa aos nossos métodos de ensino. Iremos iniciar pelo “convencional”, a metodologia tradicional, leia o post para entender melhor.

Linha tradicional/ Concepção pedagógica tradicional/ método de ensino tradicional

Vamos viajar ao passado e entender um pouco da historia, pois foi no século XVIII no período do iluminismo que a educação foi fortemente incentivada. A partir daí que o homem aprende a utilizar seus potenciais e, como consequência disso, o mundo passou a evoluir e se desenvolver. É importante destacar o surgimento da Enciclopédia cuja intenção era a de facilitar que o conhecimento, reflexivo e técnico, se espalhasse o máximo possível, pois era segundo os iluministas, o único meio de se alcançar o progresso.
  
No Brasil, a pedagogia tradicional teve seu inicio no século XIX, passou com grande força para o século XX e ainda perduram raízes dela pelo século XXI. Reconhecida como tendência liberal, chegou como pioneira e sem muitas mudanças.

O papel da escola tradicional é fazer com que o aluno cresça pelo próprio mérito a partir do conhecimento repassado pelo professor, de forma extremamente mecânica, fria e crua, onde as particularidades não são respeitadas, todos devem aprender da mesma forma e o professor é o dono do saber e do conhecimento, tendo como característica a posição de  único sujeito ativo e o aluno como sujeito passivo, onde  deveria apenas receber o conhecimento e por si só desenvolver suas características sociais, políticas e humanas em geral de uma forma que os menos capazes ficariam para trás nessa escala de desenvolvimento.

Essa visão é ultrapassada, porém ainda perpetua até os dia de hoje. Onde a escola oferece o ensino, colocando o professor como o ser sábio e os alunos são apenas um agente receptor de conhecimento.

A pedagogia tradicional é marcada por um ensino baseado em verdades impostas, os conteúdos repassados eram basicamente os valores sociais acumulados com o passar dos tempos com o intuito de prepará-los para a vida, e esses conteúdos são determinados pela sociedade e ordenados na legislação independente da experiência do aluno e das realidades sociais, fazendo com que a pedagogia tradicional seja vista como enciclopedista.

As escolas que adotam a linha tradicional acreditam que a formação de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados.
Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir. Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios sistematizados para a memorização.

Características da concepção pedagógica tradicional

O papel da escola é o de promover uma formação puramente moral e intelectual, lapidando o aluno para a convivência social, tendo como pressuposto a conservação da sociedade em seu estado atual.

Os conteúdos de ensino são aqueles vivenciados ao longo do tempo e são passados como verdades absolutas, sem chance de questionamentos ou levantamentos de dúvidas. Nessa concepção não está presente à consideração sobre os conhecimentos prévios do aluno, apenas o que está no currículo é transmitido.

A Metodologia de ensino é a exposição verbal por parte do professor e a preparação do aluno. O foco principal é exercícios e na memorização de fórmulas e conceitos. Desta forma, o professor apresenta o conteúdo, relacionando com outros assuntos, onde generaliza e aplica os exercícios.

A relação professor-aluno é marcada pelo autoritarismo. Somente o professor possui conhecimento para ensinar, o papel do aluno é o de receber o conhecimento transmitido pelo professor. O silêncio em sala de aula é imposto pela autoridade docente.

A avaliação é realizada predominantemente visando a exatidão da reprodução do conteúdo comunicado em sala de aula. Pode ser feita através de chamadas, exames, provas orais, exercícios, etc.

Ao falarmos as principais características da concepção tradicional percebemos que ela se encontra cada vez mais presente nas práticas pedagógicas atuais, isso mostra que não estamos evoluindo. Apesar de hoje em dia se pregar a importância de evidenciar o conhecimento prévio do aluno, pouco se ver o aproveitamento dessa investigação e principalmente a sua relação com os conteúdos curriculares.


Vemos com frequência as metodologias tradicionais de ensino sendo utilizadas pelos professores da atualidade, como: exposição verbal, foco nos exercícios, na repetição e na memorização.  No caso da relação professor-aluno, na maioria das escolas, o predomínio da autoridade do professor, com a imposição do silêncio. A avaliação está totalmente ligada à concepção tradicional, dando-se por meio de tarefas para casa e pela prova escrita. Não será fácil nos desligarmos desta concepção, porém devemos estudar e avaliar o que podemos levar para nossa prática e pensar nas necessidades dos nossos alunos.

Espero que tenham gostado 😉
Beijinhos 😗

domingo, 2 de abril de 2017

Quanto tempo dura o período de adaptação?

Olá pessoal, já iniciamos o mês de abril e percebemos que nossos alunos ainda choram para entrar, os pais se sentem inseguros, não estamos conseguindo aplicar as atividades planejadas e vem a seguinte pergunta, quanto tempo dura o período de adaptação? Acabamos nos sentindo frustrados, com a sensação de incompetentes, onde é que estamos errando? Calma, esse post irá te ajudar a sair dessa situação, sei que na teoria tudo fica mais fácil e na prática é diferente, mas acredite no seu potencial e veja que a teoria pode te ajudar muito.

É comum ouvimos professores comentando: 

 “Neste ano minha turma está difícil.
As minhas crianças chegam cansadas, ficam irritadas facilmente.
Percebo que eles não estão prontos para participar de projetos, não se entrosaram com os colegas, o espaço, os horários…”.

O que esta acontecendo para chegarmos nessa conclusão no período de pós-adaptação? Onde esta o erro?

Primeiramente vamos relembrar alguns aspectos que o ambiente escolar proporciona a criança:

  •        Relações com os adultos diferentes;
  •        Relações com outras crianças;
  •        Construção dos tempos coletivos e a rotina;
  •        Interações com o espaço;
  •        Interações com os materiais diversos;
  •       Aspectos individuais;
  •       Segurança.


É fundamental que o professor estabeleça um vinculo com a criança para que assim se sinta segura longe de seus pais, pois cada criança vem com sua bagagem e suas histórias, onde devem ser respeitadas. Mas questionamos o seguinte, “Dou carinho, ofereço momentos diversificados, mas a criança continua a chorar e não aceitando o ambiente escolar, não sei mais o que fazer?”.

A criança se cativa pelos os estímulos que o meio as oferece, devemos proporcionar um ambiente que desperte desafios e curiosidade ao olhar da criança.

Vamos citar erros comuns que não percebemos e que acaba fazendo com que a criança desencante com o ambiente.


  •          A sala continua decorada da mesma forma desde o inicio do ano?
  •          Os brinquedos apresentados são sempre os mesmos?
  •          Os brinquedos são apropriados para a faixa etária?
  •          Existem cantos diversificados e permanentes que instiguem as crianças à curiosidade?
  •          A apresentação da rotina está acontecendo para que assim as crianças percebam que em breve seus pais irão voltar para busca-los?
  •          Nos professores estamos felizes, demonstrando entusiasmo com as crianças, interagindo constantemente com eles?

Vemos que existem fatores que dificultam uma boa adaptação, agora vamos às dicas para melhorar nosso desenvolvimento na sala e sair da frustação da “eterna adaptação”.    


1.  Variedades de brinquedos


  •          Organizar um canto com carrinhos e uma grande pista desenhada num papel. Em outro dia acrescentar algumas caixas para talvez se transformarem em casas, garagens…
  •          Juntar bichinhos de plástico e pelúcia, alguns gravetos, pedras e folhas para sugerir uma floresta, um zoológico…
  •          Um ambiente com bonecas, bacias, paninhos, um pouco de sabão e água para compor o cenário do banho. A partir do interesse (quase certo!), organizar, em outra ocasião, bichos de plástico, panelinhas ou peças dos brinquedos de montar para serem lavados.
  •          O canto do fogão com as panelinhas, colheres e pratinhos está do mesmo jeito desde o início do período letivo? Que tal organizar de outra forma, empilhando caixas de papelão como se fossem estantes para a louça da cozinha? Coletar folhas, flores, sementes e pequenas frutinhas no jardim, disponibilizar em caixinhas, bandejas e pequenos cestos para ampliar a brincadeira com novos ingredientes para fazer as comidinhas.
  •         Diferentes maneiras de organizar as peças dos jogos de montar podem provocar novos desafios e brincadeiras. Reunir dois jogos que podem se complementar, por exemplo, Pequeno Construtor com um jogo de pistas; reunir peças de diferentes jogos por cor ou tamanho; unir peças de montar e panelinhas.
  •          Nunca subestime a imaginação da criança, ofereça sucatas e deixe que brinquem livremente, a partir desta simples brincadeiras, eles irão criar diferentes brinquedos.


   2. Canto do desenho

Vemos o quanto desenhar acalma as crianças, pois proporciona um momento de concentração e de prazer, podemos oferecer diversos matérias para variar e não se tornar entediante, um dia coloca papel e lápis e no outro tinta ou canetinha...

        3. Canto da leitura

É comum na educação infantil vemos na sala esse cantinho, porém devemos ver como ele está sendo organizado. É necessário ser aconchegante e promover um momento relaxante para a criança. Deve conter livros apropriados e em bom estado, para que aprendam a cuidar também.

          4. Valorizar a cultura

Devemos valorizar a cultura de cada criança, podemos criar formas que mesmo na escola possam lembrar e apresentar sua família para os demais, como um painel da família ou a visita de algum familiar.
No momento da rotina uma criança pode contar algo sobre o que fez no final de semana, com quem brincou, quem deu comida ou o familiar pode fazer uma visita na escola para fazer algo com a criança e seus coleguinhas, como uma roda de leitura, um desenho coletivo, uma culinária... A participação é fundamental, desta forma haverá uma ligação e a entre a escola e a família.

          5. Espaços externos

Devemos promover momentos que as crianças possam sair da sala, um ambiente arejado e com luz solar, onde passam explorar o ambiente. Oferecer materiais como caixas, folhas, potes, água, tecidos entre outros materiais. O pátio também é um momento de descobertas, variar as sugestões de brinquedos é uma ótima saída. As motocas são importantes, mas é bom variar.

          6. Tempo

De que forma o tempo está sendo gasto?
Cada criança tem seu tempo para a realização das atividades, passar muito tempo fazendo a mesma coisa, causa irritação e muitas vezes agressividade. Ou interromper a criança na realização da atividade, pode gerar um desconforto e assim também reagir de forma negativa. O professor deve ter estratégias para que no final de cada atividade as crianças não fiquem entediadas, como oferecer um livro, dar uma folha para desenhar e oferecer um brinquedo. Faça seu planejamento pensando no tempo mínimo que eles conseguem ficar concentrados na atividade. Estabeleça relações de atividades para que se concentrem mais, como depois de ouvir uma história irão fazer o desenho sobre a mesma, uma atividade de agilidade e movimento e outra mais calma e relaxante, assim irão aproveitar melhor o tempo.


Sabemos que nada é fácil, mas trabalhe para que seu dia seja menos estressante e mais proveitoso, crie possibilidades dentro das suas condições para tornar sua sala um ambiente agradável, onde as crianças se sintam acolhidas. Desperte o prazer do novo. 
Espero que tenham gostado.
beijinhos😚

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Adaptação na educação infantil

Olá pessoal!

Voltei!😁

Esse ano será um ano de muitos estudos, quero poder compartilhar novas experiências e assim poder contribuir para o aprendizado de estudantes de pedagogia e professoras já formadas.
Hoje o post irá abordar um assunto que muitos temem no inicio do ano, o período de adaptação. Esse momento é difícil tanto para os pais, para a criança e para as professoras, pois o novo se inicia e tudo que é novo causa certo desconforto e insegurança. Mas vamos tentar amenizar essa situação, para que se torne “tranquilo”, bom um pouco melhor do que podemos imaginar né! Não se frustre, mantenha a calma e leia o post. 😉

Vivemos nos adaptando a todo o momento, pois a cada decisão que fazemos nos deparamos com algo novo, quando você escolhe ser professora, já sabe que a cada ano terá que se adaptar novamente, onde tudo será diferente, novas crianças, novas parcerias ou até nova escola. Para sabermos lidar com isso precisamos trabalhar o nosso interior e ter confiança, respeito, segurança, compreensão para lidar com essa situação. Se para nós adultos não é fácil, imagina para as crianças, precisamos ter mais paciência com eles.

Vejamos da seguinte forma, quando se fala em adaptação na educação infantil lembramos apenas dos alunos novos que estão indo para a escola pela primeira vez, mas a adaptação será feita com todos, pois para aqueles que já estavam na escola também será novo, outra professora, turma diferente e também estará em um novo ambiente. Qualquer criança independente da sua faixa etária terá insegurança e ansiedade, pois está saindo do conforto de seus pais para ficar em um ambiente com pessoas diferentes, lembrando que estavam de férias passando grande parte com seus pais e estão acostumados com determinada rotina e agora precisam mudar alguns hábitos, costumes e passar a conviver com outras crianças.

Na adaptação acontece o momento de transição, onde a criança começa a se habituar à nova rotina longe de seus pais e cria vínculos afetivos com as professoras e colegas, se sentindo mais seguro e confiante, o choro passa a ser menos constante e percebem o prazer de estarem na escola. Mas ai vem à pergunta, quanto tempo dura essa transição? Então... Não temos uma resposta, pois cada criança tem seu tempo para se adaptar ao novo, pois tudo depende da forma que esta sendo apresentada a escola a ela, por isso a participação da família na escola é muito importante, ambas precisam estar disposta a mostrar o novo como algo positivo. Precisamos ter um olhar individualizado para cada criança e ter a percepção de acolher essa criança da melhor forma possível.

Vamos ver alguns pontos necessários que o professor precisa saber.

- No momento da matricula, seria interessante que a escola pedisse aos pais uma “carta”, onde os mesmos iriam citar qualidades e comportamento que seu filho apresenta, como: brincadeiras preferidas, medos, quem costuma ficar com a criança, além de cuidados especiais de saúde e alimentação. Com essas informações o professor saberá lidar melhor com a criança e se planejar para sua turma.

- No momento de iniciar o planejamento é necessário elaborar estratégias que possa agradar todas as crianças, como cantinhos diversificados com brinquedos de montar, que façam sons, ursos de pelúcia, carros, bonecas e entre outros. (Lembramos que estamos falando de educação infantil)

- Ao planejar elabore varias atividades, pois muito tempo fazendo a mesma coisa podem se dispersar e recordar dos pais, assim voltar a chorar.

- Tenha muita paciência para lidar com as famílias, pois também estão inseguros, vão deixar o bem mais precioso com estranhos, por isso cative-os mostre que irá cuidar bem do filho deles, permitam que vejam seu cuidado e responsabilidade.

- Para que a criança crie um laço afetivo, ao ser recepcionada é importante que seja com a mesma pessoa, assim terá uma referência. Porém é necessário que interaja com todos da equipe caso a pessoa que a recepcione se ausente.

- A despedida da família, vai depender de cada escola. Alguns acham que a despedida deve ser breve e que a criança não perceba e os pai aproveitam para sair no momento de distração, mas logo que a criança percebe que está sozinha, se sente abandonada e começa a chorar. Porém prefiro estabelecer um acordo com os pais, onde ficam na sala com a criança, para que conheçam o ambiente, aos poucos a professora se aproxima da criança para estabelecer um vinculo, assim que a criança se aconchegar no ambiente os pais saem da sala para permitir a interação da criança com as professoras e os colegas. Sempre que necessário os pais podem voltar à sala ou até mesmo a professora pode levar a criança para vê-los e assim tranquilizar essa criança.

- No período de adaptação, não é o momento de desfralde ou tirar chupeta, a criança precisa se sentir segura para começar esse processo. Não a reprima, caso use algum objeto de apego como, chupeta, pano ou um brinquedo deixe-a para que tenha algo que a recorde de sua família.

Vamos dar o nosso melhor para que esse momento seja agradável para todos, não é fácil, esse processo é desgastante, mas sabemos que é apenas por um período, não desista!

Caso tenha alguma dúvida ou sugestões, deixe seu comentário.😍
Beijinhos*💋





terça-feira, 14 de julho de 2015

Linguagem do educador: Moralidade

Oi pessoal!

Iremos abordar um assunto que traz muitos problemas para os professores, como deve ser a linguagem do educador? Todos nós já passamos por momentos difíceis com alunos indisciplinados, nos questionamos, como por exemplo, o que eu faço com aquele aluno que bate nos outros? O que eu faço com aquele que fala palavrão o tempo inteiro? E com aquele que não para um minuto quieto, que fica correndo pela classe?  Colocamos para pensar e não adianta. Essas são frases que são frequentemente colocadas em pautas em reuniões com professores e coordenadores. O post de hoje tem por objetivo ajudar resolver esses conflitos a partir de pesquisas e estudos da professora Telma Vinha, esse post será o primeiro sobre esse tema, acompanhe!

Os conflitos vivenciados em sala são inúmeros, desde a relação aluno-aluno e aluno-professor, a indisciplina é um dos principais causadores desses conflitos. Para tentar amenizar ou acabar com esses acontecimentos muitos optam por uma educação arbitraria e autoritária, essa não é a solução. Aí muitos falam, “Eu converso, converso e nada muda”.  Tudo isso acaba sendo estressante para o aluno e gera insegurança e desconforto ao professor que não sabe o que fazer. Pois bem, Telma Vinha já constata o ponto chave para resolver o problema, que tipo de ser humano queremos formar¿ Autônomo, crítico, criativo, humano, responsável, que saiba conviver com o outro, cidadão, feliz, inteligente. Para que isso aconteça temos que verificar se as intervenções que estamos usando são adequadas para formar um ser humano com essas características.

Evitamos uma educação autoritária, mas não sabemos como agir diante do mal comportamento de uma criança.

Se entrarmos em uma sala de aula tradicional veremos um professor idealizando formar esse ser humano que citamos, porém nos deparamos uma sala de aula com uma carteira atrás da outra e as crianças não podem se comunicar, conversar. Cada um tem que ter o seu próprio material, não pode emprestar para o amigo. A professora é quem diz o que fazer, quando fazer, como começar, quando começar, a que horas terminar. Ela é quem determina, inclusive, a ida ao banheiro. Isso é coerente¿ NÃO!

TRADICIONAL: É a própria professora que diz para as crianças quando está certo e quando está errado.


Buscamos o ideal é não fazemos nada para alcançá-lo, Telma Vinha ainda complementa, “Como é que queremos formar pessoas cooperativas, se um não pode ajudar o outro, porque isso é visto como ‘cola’, como uma coisa negativa? Quando escrevem, eles colocam o braço sobre o trabalho para o outro não ver. Como é que eu posso formar pessoas solidárias, se cada um tem que ter o seu, se eu não posso compartilhar os meus materiais, se eu não posso compartilhar minhas atividades com o meu colega? Como é que eu quero formar pessoas que saibam decidir, se o professor decide até a hora das crianças irem ao banheiro, decide que atividade vai ser dada, como vai ser feita? Como é que eu quero crianças que saibam viver em uma democracia, conviver com os iguais, se eles não podem conversar? ” E agora o que iremos falar após esse argumento?Estamos agindo de forma correta diante dos nossos alunos?

Existe uma incoerência entre o objetivo e os instrumentos utilizados para atingir esse objetivo. Se o objetivo é formar um ser humano autônomo, criativo etc. A sala tem que ter um ambiente em que tudo isso seja possível de acontecer. A partir disso o foco a ser trabalhado em sala de aula é a autonomia e o desenvolvimento moral, para que assim o objetivo seja alcançado.

Um ambiente sociomoral é formado por respeito de ideias, opiniões e emoções. Em busca da cooperação.


Moralidade

O desenvolvimento moral refere-se ao desenvolvimento das crenças, dos valores, das ideias dos sujeitos sobre a noção do certo, do errado, dos juízos.
A moral se refere ao que eu devo ser, como eu devo agir perante o outro. Como eu devo e não como eu ajo. O estudo da moral, da ética, é como eu devo agir.
Piaget apresenta dois tipos de moralidade.



Moral autônoma
Quando uma pessoa governa a si mesma, é responsável pelos seus atos, leva em conta o outro antes de tomar uma decisão.

Moral heterônoma
Quando a pessoa é governada pelos outros. É uma pessoa que justifica o que ela faz, justifica o que ela sente em nome do outro, do terceiro.

O fundamental para Piaget é que as pessoas autônomas seguem determinadas normas porque elas acreditam que isso é o melhor para elas. Elas não seguem essas normas para receber uma recompensa, por medo do olhar externo, por medo de uma punição, de uma censura. O importante não é ser leal ou não, mas por que eu estou sendo leal.

A interação com o outro é o meio pelo qual se origina a inteligência, ou seja, para obter o conhecimento é necessário a interação com o objeto e o meio e desta mesma forma o conhecimento moral é adquirido com a socialização com pessoas. A construção dos valores se dá a partir das experiências com o outro.

Como ensinar a moralidade?

Através de histórias e apresentando sua moral? Não! A forma pelo qual se constrói esse conhecimento são por experiências vividas no cotidiano, onde a socialização é fundamental para que isso ocorra, não é somente apresenta-las, mas vive-las.

Exemplo: O pai ensina a não mentir, mas quando, por exemplo, encontra uma morena na padaria, diz para o filho: “não fala para tua mãe que eu encontrei com a fulana”. Ou a mãe bate o carro e diz: “não conta para o teu pai que fui eu! ”. Ou ainda quando a criança fala a verdade, é punida, mais pelo que ela contou do que por ter falado a verdade. No entanto, para a criança, o sentimento é de que falou a verdade e foi castigada. O que ela está aprendendo? A criança vai percebendo que, às vezes, ela mente e não é descoberta e que a mentira é necessária para escapar de um castigo. Essas são as experiências que ela está tendo com as pessoas, mostrando que nem sempre ser honesto é um bom negócio.

Por tanto devemos ficar atentos as nossas atitudes para sermos bons exemplos.
Moralidade envolve uma série de regras e essas regras só existem porque na convivência entre as pessoas são necessárias. Com o tempo, a criança vai percebendo as consequências do não cumprimento da regra ou da necessidade dessa regra existir. Na educação, é isso que tem de ser mostrado para as crianças.

É importante associar uma regra a um bem-estar e às consequências do não cumprimento dessa regra. Tem de haver sentido na existência da regra, para um bom convívio social.

Espero que tenham gostado,
beijinhos*

quarta-feira, 8 de julho de 2015

LDB: Artigos 4º, 5º, 6º e 7º Do direito à educação e do dever de educar

Olá pessoal!

Vamos aos nossos estudos sobre as leis, é muito importante estuda-las para que passamos entender quais são os nossos direitos e deveres.



TÍTULO III Do Direito à Educação e do Dever de Educar

Art. 4º. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I - Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma:
a) pré-escola;
b) ensino fundamental;
c) ensino médio;
II - Educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade;
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV - Acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
 V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
 VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
 VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola;
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;
 IX - Padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem.

Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo.
§ 1o O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá:
I - Recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a educação básica;
II - Fazer-lhes a chamada pública;
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola.
§ 2º. Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais.
§ 3º. Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do Art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente.
§ 4º. Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade.
§ 5º. Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independentemente da escolarização anterior.

Art. 6º. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos seis anos de idade, no ensino fundamental.

Art. 7º. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino;
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público;
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no Art. 213 da Constituição Federal.


O Título III da LDB, apresenta as condições de escolas que o Estado deve oferecer, ou seja, é necessário haver escolas de educação infantil à ensino médio gratuito para todos.


Esses artigos estão bem detalhados, a leitura dos mesmos, fará com que compreenda. Caso tenham dúvidas, o vídeo do professor Hamurabi Messeder, irá dar uma melhor explicação.



beijinhos*














terça-feira, 16 de junho de 2015

Qual é o momento certo para aprender outro idioma?

Oi pessoal!

Sempre quando o assunto é a educação dos filhos surgem muitas dúvidas, como: Será que o momento? Será que irá conseguir? E se atrapalhar? São diversas questões que confundem os pais, um dos assuntos que ultimamente estão discutindo é qual a idade apropriada para começar a estudar outro idioma. Pensando nisso o post de hoje baseado em pesquisas, irá tirar essas dúvidas e explicar melhor o que fazer. Acompanhe!

Quando a decisão a ser tomada se refere a nós mesmos, parece ser mais fácil, pois cada um conhece seus potenciais e desejos. Porém quando o que está em jogo é futuro dos filhos a decisão sempre pede uma reflexão mais apurada e uma observação mais precisa. É necessário não só entender o que os fazem felizes, mas também conhecer a fase certa de iniciar uma atividade para que ela seja aproveitada intensamente.

O mercado de trabalho pede um profissional competente, mas que acima de tudo tenha uma visão ampla de sua área e conhecimento básico de idiomas. Vivemos em uma época globalizada onde o fluxo de culturas é muito grande. Saber falar, ler, escrever ou no mínimo entender um pouco de inglês e espanhol é importante para a vida social, mas acima de tudo fundamental para o mercado de trabalho.

De acordo com alguns estudos, as crianças podem começar a aprender outros idiomas desde pequenas, mas essa aprendizagem deve estar sempre associada a vivência, ao cotidiano dessa criança. A linguagem propriamente da criança é construída a partir do nascimento, mas a linguagem de outros idiomas que não fazem parte da cultura que ela vive no dia a dia tem que ser acompanhada com uma vivência, com a prática, porque toda linguagem pressupõem uma experiência, o que a gente chama de vivência prática e significativa para a criança. Existem estudos que mostram que é possível introduzir outro idioma na criança a partir do momento que surge a linguagem oral, mas isso deve ser feito de uma maneira cuidadosa para não confundir os pequenos, com relação a linguagem, numa etapa evolutiva muito precoce.

Outro aspecto muito importante na hora de introduzir um novo idioma em uma idade precoce é a participação da família. Ou seja, é preciso que os pais ou responsáveis tenham o hábito da prática desse novo idioma em casa para ajudar a criança a entender melhor o significado do idioma. Se o ambiente em que a criança convive não tem o uso do código linguístico do outro idioma a criança pode ficar confusa com relação às palavras. A linguagem começa com os pais nomeando as ações “caiu”, “bateu”, a criança vê a ação e ouve o que aconteceu, isso significa que ela vivenciou o acontecimento. Ela viu, ouviu e entendeu a ação. Com o tempo, ela vai associando ações com palavras, e a linguagem oral vai ganhando significado no contexto geral, isso significa vivencia prática. Se a família usa outros códigos linguísticos, a criança começa a perceber que existem outros nomes para a mesma ação.

A criança só vai conseguir distinguir sozinha as diferenças de linguagem por volta dos 7 anos. É por isso que a alfabetização também começa nessa idade. Então, se a família não tem a vivência prática de outro idioma o ideal é que a criança comece a aprender outras línguas nessa faixa etária.

Como identificar se o filho não está pronto para outro idioma?

Os pais devem ter em mente que também existem as diferenças de aprendizado que variam de criança para criança, o “estar pronto” está associado por diversos fatores, como a estimulação do meio que ela vive e o desejo dela em interagir com esses estímulos. Não se pode negar também que a criança tenha desejos. Ou seja, ela pode não gostar de determinado idioma. É um conjunto de fatores que vão determinar um maior grau de facilidade ou não de aprendizagem. Antes dos 6 ou 7 anos é mais difícil de reconhecer se a criança está aprendendo ou não, ela ainda é muito precoce e quer brincar com as letras, quanto menor a criança menos recursos a gente tem para identificar esse desejo.

Dica para os pais

A cobrança e a ansiedade dos pais podem atrapalhar o processo. É preciso respeitar as habilidades das crianças. Se a criança não gostar não adianta. Ela não vai ser feliz, não vai exercer as tarefas, vai ficar de mau-humor, não vai participar. Quando essa criança estiver em outra faixa etária com maior maturidade vai poder decidir o que realmente quer fazer.

A observação e o acompanhamento na fase de aprendizagem é o principal termômetro que os pais e responsáveis têm para medir o desejo e habilidade dos filhos. Cada criança tem um motivo, tem uma motivação, tem um tempo, um sentimento e suas próprias vontades que devem ser respeitadas. Só assim, ela terá prazer em aprender, não só na infância, mas também na fase adulta.

Espero que tenham gostado.

beijinhos*

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Filosofando: Platão

Oi pessoal!

Vamos continuar nossos estudos sobre os filósofos? Hoje vamos estudar sobre Platão. Acompanhe o post.

A vida de Platão

Em 428 a.C. (ou 427 a. C., não se sabe ao certo), nasce em Atenas aquele que por muitos é considerado o maior filósofo da Antiguidade: Platão. Sua família era muito tradicional, sendo muito de seus membros pessoas eminentes na política. Como era muito comum entre os atenienses de seu tempo, Platão desde cedo se interessou pela política. Ainda em sua juventude, Platão conhece e torna-se um discípulo de Sócrates, por quem foi profundamente influenciado em sua filosofia.

Quando, em 399 a.C., Sócrates é julgado e morto, aprofunda-se em Platão a descrença nos rumos políticos da democracia ateniense (essa crítica à democracia ateniense foi uma de suas preocupações centrais durante a sua vida). Após a morte de seu mestre, Platão resolve viajar. Vai à Magna Grécia (que hoje seria o sul da Itália) onde conhece Arquitas de Tarento, um sábio- governante que inspira em Platão um modelo de governante para a solução dos problemas políticos. Ainda durante essa viagem, Platão vai a Siracusa, cidade-Estado localizada na Sicília, onde conhece e torna-se amigo de Dion, cunhado de Dionísio, tirano da cidade. É nessa cidade que Platão tenta aplicar suas ideias sobre política. Mas nada consegue. Ainda durante essa viagem, Platão vai ao Egito, mas o que aconteceu durante essa jornada é praticamente desconhecido. É nessa época que Platão escreve seus primeiros Diálogos e, provavelmente, começa a escrever República, uma de suas maiores obras. Os Diálogos dessa fase são considerados "socráticos", como a Apologia de Sócrates e Eutífron.

Por volta de 387 a.C., já em Atenas, Platão funda sua Academia, que era uma instituição de ensino que concebia o conhecimento como algo vivo e mutável e não como algo a ser decorado e passado adiante (bem que as escolas atuais poderiam se inspirar nessa concepção platônica de conhecimento e ensino). A fundação da Academia é considerada um marco na história do pensamento ocidental. Durante vinte anos Platão dedica-se ao ensino e às suas obras. Desse período são os Diálogos considerados de "transição", como Fédon, Banquete, República, Fedro. Essa fase é considerada uma transição da filosofia socrática de Platão para uma filosofia mais pessoal, mais desvinculada de seu mestre.
Em 367 a.C., Dion chama Platão de volta à Siracusa: Dionísio I havia morrido e seria sucedido por Dionísio II. Platão vê nessa situação a chance de mudar os rumos políticos da cidade, ou seja, preparar o novo tirano para expulsar os cartagineses da Sicília. Essa segunda viagem de Platão foi fracassada, pois ele não consegue realizar seus intentos junto a Dionísio II. Ainda mais uma vez Platão seria chamado a Siracusa e mais uma vez sua viagem seria fracassada.

Acabada sua tentativa de intervir na vida política de Siracusa, Platão retorna à sua Academia para retomar a produção de sua obra. Essa última fase de sua obra pode ser considerada a fase do amadurecimento de sua filosofia, além de definir, definitivamente, as fronteiras entre o seu pensamento e o de seu mestre Sócrates. É nessa fase que podemos ver sua visão do mundo das ideias em sua plenitude. (Só para localizar quem está lendo essa biografia e nunca soube nada sobre a filosofia de Platão, cabe aqui uma rápida explicação: o mundo das ideias seria o lugar da onde tudo que conhecemos teria nascido, só que esse mundo é invisível. Tudo aquilo que podemos ver é somente uma cópia imperfeita desse mundo das ideias). São dessa fase obras como Timeu, Crítias e a inacabada Leis.

Platão morreu em 348 a.C. (ou 347 a.C.), cerca de dez anos antes de Felipe da Macedônia conquistar a Grécia. Isso mostra que talvez ele estivesse certo em criticar a democracia e a política ateniense de uma maneira geral, mas isso não cabe a nós julgarmos. Mas um dos maiores ensinamentos que ele nos legou é justamente um que mais falta em nossos dias: para Platão, o conhecimento constrói-se a partir de uma junção entre intelecto e emoção. Para ele, a ciência, o conhecimento são frutos de inteligência e amor.

Platão e a educação

Platão valorizava os métodos de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento. De acordo com Platão, os alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida. A educação deveria funcionar como forma de desenvolver o homem moral. A educação deveria dedicar esforços para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos. Aulas de retórica, debates, educação musical, geometria, astronomia e educação militar. Para os alunos de classes menos favorecidas, Platão dizia que deveriam buscar em trabalho a partir dos 13 anos de idade. Afirmava também que a educação da mulher deveria ser a mesma educação aplicada aos homens.

Frases de Platão

"O belo é o esplendor da verdade".
"O que mais vale não é viver, mas viver bem".
"Vencer a si próprio é a maior de todas as vitórias".
"O amor é uma perigosa doença mental".
"Praticar injustiças é pior que sofrê-las".
"A harmonia se consegue através da virtude".
"Teme a velhice, pois ela nunca vem só".
"A educação deve possibilitar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter".

Espero que tenham gostado.


Beijinhos*